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 A Batalha da Jutlândia - Por Reinaldo V. Theodoro

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Data de inscrição : 21/03/2010
Mensagens : 98

MensagemAssunto: A Batalha da Jutlândia - Por Reinaldo V. Theodoro   15/7/2013, 00:57

Link para download: http://www.clubesomnium.org/arquivos/militaria/batalhas/Batalha_da_Jutlandia.pdf

A BATALHA DA JUTLÂNDIA
Reinaldo V. Theodoro
Ed. eletronica: Clube SOMNIUM – 2003

Sinopse:
Jutlândia foi a última grande batalha de couraçados
Travada no Mar do Norte, entre 31 de Maio e 1 de Junho de 1916, a batalha da Jutlândia foi o único grande combate naval da I Guerra Mundial, opondo as frotas britânica e alemã. Tal como nas trincheiras, o resultado foi um empate


Comentários:

Por: Rui Cardoso - 17:15 Segunda feira, 13 de julho de 2009

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/jutlandia-foi-a-ultima-grande-batalha-de-couracados=f525255#ixzz2Z5CLOwsY


Durante um século a supremacia naval britânica nunca tinha sido posta em causa. Em Maio de 1916, em plena I Guerra Mundial, a marinha alemã, menos numerosa mas mais moderna, lança à Royal Navy o primeiro desafio sério desde Trafalgar (derrota da frota franco-espanhola pela armada de Nelson, em Outubro de 1805).

Este foi o tema da antepenúltima sessão do I Curso Livre "Guerra no Mar", a decorrer todas as quintas-feiras até 23 de Julho na Faculdade de Letras, por iniciativa do Centro de História da Universidade de Lisboa . O conferencista foi o capitão-de-fragata Jorge Semedo de Matos, docente da Escola Naval.

O resumo desta batalha poderia ser feito assim: dois gigantes cegos e armado até aos dentes, perseguindo-se num campo de batalha interminável. Na verdade, e como explicou o comandante Semedo de Matos, as duas frotas saíram para o mar, não à procura uma da outra, mas para levarem a cabo operações diferentes.

Os ingleses pretendiam fazer uma demonstração de força nos estreitos do Skagerrak, entre a Dinamarca e a Noruega, enquanto os alemães queriam simular um ataque às bases navais do norte da Inglaterra, para atrair a frota contrária a uma armadilha. Acabaram por se encontrar ao largo da Dinamarca.

Os britânicos conheciam o código de comunicações da marinha alemã (tinha sido descoberto pelos russos num navio capturado). Os alemães tinham submarinos a vigiar as bases britânicas. Mesmo assim, as informações recolhidas pelos dois beligerantes não foram devidamente interpretadas.

Do lado britânico havia superioridade numérica: só a o almirante Jellicoe sai das ilhas Órcadas, a norte da Escócia, com uma, nunca mais igualada, frota de cem navios, a maior parte dos quais couraçados e cruzadores de batalha, isto sem contar com a força do almirante Beatty que navegava mais a sul. Os alemães tinham alguma superioridade tecnológica, sobretudo no que respeitava a poder de fogo e precisão.
40 mil toneladas de navio

De ambos os lados o navio fundamental era o couraçado. Era um navio formidável que chegava a deslocar 40 mil toneladas. A blindagem era feita com chapa de aço de 40 mm. A artilharia era montada em torres duplas ou triplas, sendo constituída por peças cujo calibre podia atingir os 400 mm, eficazes, pelo menos até 19 km. O ponto fraco era a velocidade que não excedia os 20 nós. Por isso começaram a ganhar importância os cruzadores, mais leves, e capazes de chegar aos 35 nós.

Os motores eram a vapor, alimentados por fornalhas a carvão. A pólvora usada, a cordite, era instável e produzia muito fumo. A tripulação ultrapassava os 1.000 marinheiros.Para se ter um termo de comparação, as fragatas Meko, as maiores da armada portuguesa deslocam 3.000 toneladas e têm uma guarnição à volta dos 130 homens...

Como explicou o comandante Semedo de Matos, tudo isto, embora ultra-moderno para a época, condicionava a forma de combater. Apesar de as torres girarem 180º ou mais, estes navios continuavam a combater como nos séculos anteriores: virando num rumo paralelo ao do inimigo, de forma a poderem utilizar todas as peças.

A localização do alvo só era possível de dia. Nenhuma frota ousava combater de noite, pois o risco de abalroamento ou de a artilharia atingir navios amigos era considerável.Contra grandes navios de linha os submarinos não podiam torpedear emersos como faziam contra os alvos mercantes. Ao submergirem, ficavam condicionados à baixa velocidade e autonomia dos motores eléctricos, o que os impedia de perseguir frotas de guerra. Daí que na batalha da Jutlândia a intervenção dos submarinos não tenha tido significado, a não ser como plataformas de observação.
Jogo do gato e do rato

O dia 30 de Maio vai ser um dia de volte-faces sucessivos. Primeiro é o almirante Beatty a encontrar a guarda avançada alemã e a persegui-la, indo cair no meio da força principal alemã. Depois é a vez de Beatty fugir para norte, perseguido pela totalidade da frota do Kaiser. Depois, é esta que, ao perseguir os britânicos, vai descobrir os cem navios de Jellicoe à sua frente.

É um jogo do gato e do rato, no meio de uma fumarada infernal, que só termina ao pôr-do-sol, quando ambas as frotas rompem o contacto e regressam às suas bases.Neste duelo mortal de artilharia travado a 15 km, as peças alemãs mostram-se mais eficazes: logo ao começo da batalha os britânicos perdem dois couraçados, morrendo a totalidade da tripulação (1.600 homens) num e só sobrevivendo 11 dos 1.000 marinheiros no outro.

Os alemães afundam 115.000 toneladas, incluindo três couraçados. Morrem 6.000 marinheiros britânicos. Por sua vez os britânicos mandam para o fundo 62.000 toneladas, cifrando-se as perdas alemãs em 2.000 homens. As perdas acabam por ser proporcionais às dimensões das frotas: para a marinha do Kaiser será difícil repor o material perdido.

Tal como nas trincheiras, a partir de 1914, o ímpeto ofensivo desvanece-se e ambas as frotas regressam às suas bases, não voltando a enfrentar-se até ao final da guerra. Nos respectivos países os dois almirantes, Scheer e Jellicoe, vão ser alvo das mesmas acusações: indecisão e incapacidade de explorar a vantagem momentaneamente adquirida.

O grande derrotado da batalha da Jutlândia, vai ser o couraçado: os futuros navios serão mais leves e menos blindados e, não tardará, entra em cena a aviação naval embarcada (porta-aviões) e os submarinos vão tornar-se mais letais mas isso é na guerra que se segue.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/jutlandia-foi-a-ultima-grande-batalha-de-couracados=f525255#ixzz2Z5C9KCwn
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